Integrantes do Grupo de Pesquisa Memória, Democracia e Direitos Humanos publicam capítulos em e-book internacional sobre ¿Un museo después de Gaza?
- Giovane Jardim
- 4 de jul.
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Os pesquisadores Virginia Vecchioli, Giovane Rodrigues Jardim e Cristiéle Santos de Souza, integrantes do Grupo de Pesquisa Memória, Democracia e Direitos Humanos, participam da coletânea internacional ¿Un museo después de Gaza? Dilemas sobre la memoria, publicada em 2026 pela editora peruana La Siniestra Ensayos. Organizada por José Carlos Agüero e Ponciano del Pino, a obra reúne pesquisadores, artistas e ativistas de diferentes países para discutir os desafios contemporâneos das políticas de memória, dos museus, da justiça transicional, da democracia e dos direitos humanos diante do genocídio em Gaza.
A publicação parte de uma questão provocadora: é possível pensar em um museu quando a destruição ainda está em curso? A partir dessa pergunta, os autores refletem sobre os limites das políticas de memória em um contexto no qual a violência extrema permanece acontecendo diante dos olhos do mundo, colocando em xeque a ideia de que recordar o horror do passado seria suficiente para impedir sua repetição.
Entre os autores da coletânea, três integrantes do Grupo de Pesquisa Memória, Democracia e Direitos Humanos assinam dois dos capítulos que compõem a primeira parte da obra, dedicada às relações entre memória e violência.
A professora Virginia Vecchioli é autora do capítulo "La memoria bajo condiciones de destrucción masiva: reflexiones a partir de Gaza", no qual analisa os desafios enfrentados pelas políticas de memória quando a destruição ocorre em escala massiva e ainda está em desenvolvimento, problematizando os referenciais tradicionais dos estudos da memória diante da realidade de Gaza.
Já Giovane Rodrigues Jardim e Cristiéle Santos de Souza assinam o capítulo "Nunca más ¿qué? Sobre la pregunta ¿Cuando termine el genocidio de Gaza, haremos un museo?", que propõe uma reflexão crítica sobre os sentidos contemporâneos da expressão "Nunca Mais". O texto discute os desafios éticos e políticos da construção da memória enquanto o genocídio permanece em curso, questionando as possibilidades e os limites dos museus e memoriais diante das violências do presente.
Além dos pesquisadores vinculados ao Grupo de Pesquisa, a publicação reúne contribuições de Rubén Chababo (Argentina), Nenad Vukosavljević (Bósnia e Herzegovina), Rodrigo Karmy (Chile), Eva Marxen (Espanha) e Eliana Otta (Peru), constituindo um amplo diálogo internacional sobre memória, arte, resistência e direitos humanos.
Com 128 páginas, ¿Un museo después de Gaza? Dilemas sobre la memoria propõe uma reflexão interdisciplinar sobre o papel da memória em um contexto marcado por graves violações de direitos humanos. Em vez de oferecer respostas definitivas, a obra convida o leitor a repensar os fundamentos éticos e políticos das políticas de memória, especialmente quando o "depois" ainda não chegou.
A participação de Virginia Vecchioli, Giovane Rodrigues Jardim e Cristiéle Santos de Souza reforça a inserção internacional do Grupo de Pesquisa Memória, Democracia e Direitos Humanos e evidencia sua contribuição para os debates contemporâneos sobre memória, democracia, justiça e direitos humanos em diálogo com pesquisadores da América Latina e da Europa.
O e-book está disponível gratuitamente para leitura e download no site da editora La Siniestra Ensayos, por meio do link: ¿Un museo después de Gaza? Dilemas sobre la memoria.
Referência
AGÜERO, José Carlos; DEL PINO, Ponciano (orgs.). ¿Un museo después de Gaza? Dilemas sobre la memoria. 1. ed. Lima: La Siniestra Ensayos, 2026. 128 p. ISBN 978-612-99070-5-5.







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