Documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia”
- Giovane Jardim
- 12 de jan.
- 2 min de leitura
Por ocasião do dia 8 de janeiro, data que marca os ataques antidemocráticos ocorridos em 2023 contra as instituições da República, o Grupo de Pesquisa Memória, Democracia e Direitos Humanos recomenda a exibição e o debate do documentário “8 de Janeiro: Memória, Restauração e Democracia”, produção da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
A obra revisita um dos episódios mais graves da história recente do país, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos e vandalizados, resultando na destruição de obras de arte e de bens culturais que integram o patrimônio simbólico da democracia brasileira. Ao acompanhar o processo de restauração dessas peças, o documentário propõe uma reflexão profunda sobre memória, justiça, patrimônio cultural e resistência democrática.
Dirigido por Michael Abrantes Kerr, o filme registra o trabalho realizado pelo Laboratório Aberto de Conservação e Restauração de Pintura (LACORPI/UFPel), desenvolvido em parceria com a Diretoria Curatorial dos Palácios Presidenciais e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A restauração das obras é apresentada não apenas como um procedimento técnico, mas como um gesto político e simbólico de reconstrução da memória coletiva e de reafirmação dos valores democráticos.
Para o Grupo de Pesquisa Memória, Democracia e Direitos Humanos, a recomendação do documentário nesta data reforça a importância de ações educativas, culturais e acadêmicas comprometidas com a preservação da memória histórica e com a defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos. O 8 de janeiro deve ser lembrado não apenas como um marco de ruptura, mas como um ponto de partida para reflexões críticas sobre autoritarismo, violência política e responsabilidade coletiva.
Ao articular memória, patrimônio e democracia, o documentário se consolida como um importante instrumento pedagógico e formativo, contribuindo para o debate público e para a construção de uma cultura democrática baseada no respeito às instituições, à diversidade e aos direitos fundamentais.
O Grupo de Pesquisa destaca, ainda, a relevância do papel das universidades públicas na produção de conhecimento, na preservação do patrimônio cultural e na promoção de iniciativas que fortalecem a cidadania e a memória democrática no Brasil.






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