O Grupo de Pesquisa Memória, Democracia e Direitos Humanos destaca que não há motivos para comemorações no dia 31 de março no Brasil
- Giovane Jardim
- 31 de mar.
- 1 min de leitura

Esta é uma data que nos convoca à memória crítica: recordar as rupturas democráticas e as violações de direitos humanos ocorridas a partir de 1964 é um compromisso ético com o presente e com o futuro. Rememorar, nesse sentido, não significa permanecer no passado, mas assumir a responsabilidade de compreender suas marcas e seus silêncios.
Fazer memória é, sobretudo, construir, no tempo presente, espaços e experiências de diálogo, escuta e participação democrática, reafirmando valores que se opõem a toda forma de autoritarismo.
Que a memória nos mobilize para que nada semelhante se repita.
Nesse contexto, reafirmamos nosso apoio e compromisso com as lutas e demandas pela marcação dos lugares que foram utilizados pelo regime para graves violações de direitos humanos. Em especial, destacamos a importância do trabalho coletivo que vem sendo construído para transformar o antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) — o “Dopinho” — em um Centro de Memória.
Apoiamos, também, as iniciativas em defesa de uma política estadual voltada ao direito à memória e à justiça no Estado do Rio Grande do Sul.






Comentários